“Estrelas”
É noite, abro as janelas, fito o firmamento;
O tremeluzir das estrelas me extasia...
Seriam elas, em seu claro alumbramento,
Pulsáteis notas de uma célica harmonia?...
Talvez as flores, dos jardins de etéreo paço,
Que os querubins cultivam, meio à vastidão?...
Ou portentosos círios de uma procissão
Das almas que vagam sem rumo, pelo espaço?...
Seriam, de tamanhos esplendor e encanto,
Cravadas por arcanjos no celeste manto,
Jóias provindas de jazidas siderais?...
As mais brilhantes são, talvez, eternizadas
Lágrimas de Deus, no infinito derramadas,
Ao ver sofrer na Terra, o Filho, entre os mortais.