“Quando
chega a hora”
Minha poesia é o meu refúgio certo
Em toda vez que a mágoa me devora;
Gosto de tê-la ao meu redor, por
perto,
Quando minha alma tristemente chora.
Os meus pesares, prontamente aceita,
Num piscar de olhos, logo me conforta;
Se a porta da alegria acaso estreita,
Ela me acolhe abrindo a sua porta.
Serena e solidária, é a confidente,
A quem descrevo a minha desventura,
E em minha solidão se faz presente...
Eu a procuro quando chega a hora
Em que meu pranto me leva à loucura,
E conversamos... como faço agora!