25/06/2007

“As razões”
Nasci predestinado a ser um vate... e assim
Vou transformando em versos a dor e a alegria;
Que ando dividido, que há um dúbio ser em mim,
Quem os lê, presumo, depressa desconfia...

Nuns, derramo lágrimas profusas sem pejo;
Noutros me surpreendem, sorridente, feliz...
Ando com garbo por alguns, noutros rastejo;
Ora um plebeu, ora um rei, da vida, aprendiz.

Entrecortado por soluços, se ouve um grito,
Rompendo o silêncio das madrugadas frias,
Vindo deles, às noites, rumo ao infinito...

Do âmago das rimas, ele parte, sonoro,
Confidenciando assim aos astros, em poesias,
As razões pelas quais eu ando rindo e choro!

24/06/2007

“Um amor de verdade”


Se eu pudesse escolher, eu iria querer
Um amor de verdade.
Um amor sem ciúmes, sem vaidade,
Que me desse inteira liberdade,
Que jamais perdesse a intensidade...
Que fizesse, qual nada no mundo,
De cada segundo, uma eternidade.

Se eu pudesse pedir, eu iria exigir
Um amor de verdade.
Um amor sem limites, sem saudade,
De fazer inveja à toda a cidade,
Que até parecesse uma insanidade...
Que tivesse, o que os outros não têm,
Ser também, sendo amor, amizade.

Se num certo bazar, eu pudesse comprar
Um amor de verdade...
Que tivesse de mil sóis, a claridade,
Que fosse o mesmo, em qualquer idade,
Que independente da minha vontade,
Sem cobranças, me fizesse feliz...
Eu que sempre quis, um que muito me agrade.

Mas não posso escolher, só posso querer,
Não posso exigir, só posso pedir,
Não posso comprar, nem há pra vender
Um amor de verdade.
Sinônimo exato, retrato da felicidade...
Num gesto divino, de extrema bondade,
Deus talvez sinta, de mim, piedade,
E um dia desses, me dê de presente,
Sem que eu Lhe peça, bem de repente,
Esse amor diferente, com tal qualidade,
Que talvez se pareça com um sonho,
No entanto é um amor... de verdade!