“As razões”
Nasci predestinado a ser um vate... e assim
Vou transformando em versos a dor e a alegria;
Que ando dividido, que há um dúbio ser em mim,
Quem os lê, presumo, depressa desconfia...
Nuns, derramo lágrimas profusas sem pejo;
Noutros me surpreendem, sorridente, feliz...
Ando com garbo por alguns, noutros rastejo;
Ora um plebeu, ora um rei, da vida, aprendiz.
Entrecortado por soluços, se ouve um grito,
Rompendo o silêncio das madrugadas frias,
Vindo deles, às noites, rumo ao infinito...
Do âmago das rimas, ele parte, sonoro,
Confidenciando assim aos astros, em poesias,
As razões pelas quais eu ando rindo e choro!
Nasci predestinado a ser um vate... e assim
Vou transformando em versos a dor e a alegria;
Que ando dividido, que há um dúbio ser em mim,
Quem os lê, presumo, depressa desconfia...
Nuns, derramo lágrimas profusas sem pejo;
Noutros me surpreendem, sorridente, feliz...
Ando com garbo por alguns, noutros rastejo;
Ora um plebeu, ora um rei, da vida, aprendiz.
Entrecortado por soluços, se ouve um grito,
Rompendo o silêncio das madrugadas frias,
Vindo deles, às noites, rumo ao infinito...
Do âmago das rimas, ele parte, sonoro,
Confidenciando assim aos astros, em poesias,
As razões pelas quais eu ando rindo e choro!