Uma noite de seresta,
Pra nós é uma noite de festa,
De incomparável beleza.
E, já não é mais surpresa,
Quando em trajes de princesa,
Às vezes, a própria lua,
Desce dos céus pra rua,
Querendo cantar também.
E sempre acontece, o passado,
Em tantas canções, revelado,
Por nós, nessa noite, procura...
No curto instante que dura,
Essa aura de ventura,
Que toda seresta tem.
Uma noite de seresta,
Às nossas almas empresta,
Indescritível leveza.
Que uma possível tristeza,
Se despede, com certeza,
Sentindo que a felicidade
Se espalha por toda a cidade,
Do coração de alguém.
No bandolim, e no violão,
Vibrando, uma forte emoção,
À nossa voz se mistura...
No curto instante que dura,
Essa aura de ventura,
Que toda seresta tem.
Uma noite de seresta,
É apenas um pouco que resta,
De uma autêntica poesia.
Que era alegre todo dia,
E vai virar monotonia;
Vai morrer aos poucos, sem graça,
Se, à medida que o tempo passa,
Não lhe cede a voz, ninguém...
Mas aqui, há de brilhar,
Nós iremos sempre exaltar,
Sua ímpar formosura...
No curto instante que dura,
Essa aura de ventura,
Que toda seresta tem!