“Zero vírgula zero”
Falas de mim com desprezo, tenho notado;
Que se eu morresse não seria grande perda...
À luz da matemática, um zero à esquerda...
Olha, atentamente... e vais te ver do meu lado!
Representamos a falência, a derrocada,
A burra sociedade que a si mesmo anula,
Dois dígitos iguais de uma quantia nula;
Dois tolos figurantes de um valor... que é: nada!
Por me depreciares, de maneira acintosa,
Dar-te uma resposta, nestes meus versos quero,
Haja vista que os manejo bem melhor que a prosa.
Tantas evidências não deixam que eu me cale;
Vejo a nós dois, como zero vírgula zero:
Tu és o da direita, que também nada vale!
Falas de mim com desprezo, tenho notado;
Que se eu morresse não seria grande perda...
À luz da matemática, um zero à esquerda...
Olha, atentamente... e vais te ver do meu lado!
Representamos a falência, a derrocada,
A burra sociedade que a si mesmo anula,
Dois dígitos iguais de uma quantia nula;
Dois tolos figurantes de um valor... que é: nada!
Por me depreciares, de maneira acintosa,
Dar-te uma resposta, nestes meus versos quero,
Haja vista que os manejo bem melhor que a prosa.
Tantas evidências não deixam que eu me cale;
Vejo a nós dois, como zero vírgula zero:
Tu és o da direita, que também nada vale!