“Questão”
Sou fingidor exímio, (sou poeta!)...
E afirmo: Não existe um mais fingido!
Nem creio que jamais tenha existido
Quem finja assim, de forma tão discreta.
Além disso, pra espanto de vocês,
Confesso, muito tenho me cuidado:
Temendo ver meu vício revelado,
Chego a fingir que finjo alguma vez!
Agora mesmo, neste exato instante,
(E pode parecer-lhes bem chocante!...),
Eu posso estar fingindo, e nem notaram...
Sei que aborreço, e peço o meu perdão,
Mas, a mim mesmo, intriga esta questão:
Fingir!... Nasci sabendo, ou me ensinaram?...
Sou fingidor exímio, (sou poeta!)...
E afirmo: Não existe um mais fingido!
Nem creio que jamais tenha existido
Quem finja assim, de forma tão discreta.
Além disso, pra espanto de vocês,
Confesso, muito tenho me cuidado:
Temendo ver meu vício revelado,
Chego a fingir que finjo alguma vez!
Agora mesmo, neste exato instante,
(E pode parecer-lhes bem chocante!...),
Eu posso estar fingindo, e nem notaram...
Sei que aborreço, e peço o meu perdão,
Mas, a mim mesmo, intriga esta questão:
Fingir!... Nasci sabendo, ou me ensinaram?...