04/02/2013



Hino do Ginásio Celinense

Autores:
 Célia V. Ferraz de Oliveira/Antonio Carneiro Ribeiro


Vamos, valente mocidade
Ó juvenis de amor febril.
Do nosso amor a alacridade
É para a glória do Brasil.

Celinenses, avante!
Nossa fé nos conduz
Celinenses, avante,
Nosso guia é Jesus.

Para nós a sorrir,
 És a luz mais brilhante
Que ilumina o porvir.

É nossa escola um lar ridente
São nossos livros o farol
De luz mais rica, resplendente,
Que a majestosa luz do sol.

Celinenses, avante!
Nossa fé nos conduz
Celinenses, avante,
Nosso guia é Jesus.

Para nós a sorrir,
 És a luz mais brilhante
Que ilumina o porvir.



 "Nossos olhares"


Perdoa, se me encanto, toda vez
Que te vejo tão linda numa rua;
Embora finjas sempre que não vês
Minha alma ansiosa procurando a tua.

Sinto as íris dos meus olhos, acesas,
Num misto de deslumbre e inquietação,
Apagando-se  aos poucos, indefesas,
Procurando pelas tuas, em vão.

Por que me negas teu olhar?  Que custa,
Por um instante apenas, me fitares?
Será que a luz que flui do meu te assusta?...

Não tenhas medo, que não há perigo:
Pois ao se cruzarem nossos olhares,
Só vou ainda mais me encantar contigo!

07/01/2013








“Quando chega a hora”


Minha poesia é o meu refúgio certo
Em toda vez que a mágoa me devora;
Gosto de tê-la ao meu redor, por perto,
Quando minha alma tristemente chora.

Os meus pesares, prontamente aceita,
Num piscar de olhos, logo me conforta;
Se a porta da alegria acaso estreita,
Ela me acolhe abrindo a sua porta.

Serena e solidária, é a confidente,
A quem descrevo a minha desventura,
E em minha solidão se faz presente...

Eu a procuro quando chega a hora
Em que meu pranto me leva à loucura,
E conversamos...  como faço agora!

04/01/2013

"Eu faço versos"


Eu faço versos como os saltimbancos 
Desconjuntam os ossos doloridos
A entrada é livre para os conhecidos...
Sentai, Amadas, nos primeiros bancos!

Vão começar as convulsões e arrancos
Sobre os velhos tapetes estendidos...
Olhai o coração que, entre gemidos,
Giro na ponta dos meus dedos brancos.

“Meu Deus! Mas tu não mudas o programa!”
- Protesta a clara voz das Bem-Amadas –
“Que tédio!” – o coro dos Amigos clama.

“Mas que vos dar de novo e de imprevisto?”
- Digo... e retorço as pobres mãos cansadas:
“Eu sei chorar... Eu sei sofrer... Só isto!”

Mário Quintana
(Alegrete -1906-1994)

01/01/2013






"Ao menos um dia"


O quanto tu me atrais, talvez nem imagines;
Quando passas, deixas minha alma iluminada;
Sou feito criança, sonhadora, encantada,
Desejando os brinquedos, à luz das vitrines...

O quanto eu te quero, quem dera, tu soubesses
A grandeza infinita desse meu desejo...
O quanto me fazes sonhar... ah, se pudesses
Saber tudo que sinto, quando passar te vejo.

Talvez tu saibas e te finjas inocente...
Tantos segredos podes, por certo, ocultar,
Assim nesse teu jeito invulgar, diferente.

Se sabes ou não, pouco importa, na verdade;
Se ao menos um dia não te vejo passar,
Eu devo confessar-te: - Morro de saudade!

25/12/2012

"Divino presente"
 
Tu és a estrela mais linda, que o Universo,
Em certa noite, pasmem, decidiu
Doar à Terra, num gesto controverso;
A mais brilhante que por lá surgiu.

Que dádiva, jamais se viu igual;
Mandar-nos logo a mais estonteante!...
Insensatez, medida irracional,
Privar as noites do astro mais brilhante?...

Confesso aqui, ninguém vai nos ouvir,
Que tantas noites fiquei a pedir,
Em preces fervorosas, tal encanto.

A Deus pedi nos desse esse presente,
Mandar pra nós a estrela mais luzente,
Que é você, feita mulher, que amo tanto!...