“Confissão”
Do meu
coração, quis saber um dia,
Por que te
amava assim, tão loucamente;
Por que
pulsava forte se eu te via
Numa rua
surgindo de repente.
Ele então
confessou-me, bem baixinho:
“-Responda,
não o sabes hoje, ainda?...
Não é
preciso ser um adivinho;
Descobriste,
entre todas, a mais linda,
Mais doce,
mais singela criatura,
O apogeu da
beleza feminina,
Emoldurada
de ímpar formosura...
Perdoe-me,
se as batidas acelero...
Se ao ver
passar quem tanto nos fascina,
Por medo de
parar, me desespero!...