“O
espelho”
Me convenci de que era jovem e formoso,
E que podia amar na
vida a quem quisesse...
Um mago, um
semideus, um todo-poderoso,
Que a chave das
paixões em suas mãos tivesse.
Podia amar princesas
e belas donzelas;
As mais encantadoras
mulheres do mundo...
Jamais precisaria me
empenhar a fundo:
Seduziria com meu charme a todas elas.
E fui levando a vida
assim, tão encantado...
Amando sem dar
tréguas, sendo muito amado,
Ufano e decidido,
sem nenhum receio...
Foi quando de
repente, (Eu, pálido de espanto!...);
O espelho do meu
quarto desfez todo o encanto:
Mostrava,
despertado, um homem velho e feio!...