“Flerte”
Vens
vindo... E é inevitável, sempre, o flerte:
Tens
brilho próprio, és tão sublime, bela...
Arrebatado,
ansioso para ver-te,
Quando
passas, me posto na janela!
Na
ânsia de que entendas, eu declaro,
Por
ti, minha paixão imensurável...
A
uma estrela, no instante, eu te comparo:
Estás
sempre distante, inalcançável...
Mas, mesmo assim, a acompanhar teus passos,
Todos os dias, sempre ali, confiante,
Eu fico a imaginar-me nos teus braços...
E mesmo em face de um amor incerto,
Consola-me esse curto e terno instante,
Em que contigo, da janela, eu flerto!