01/01/2016










“Flerte”



Vens vindo... E é inevitável, sempre, o flerte:
Tens brilho próprio, és tão sublime, bela...
Arrebatado, ansioso para ver-te,
Quando passas, me posto na janela!

Na ânsia de que entendas, eu declaro,
Por ti, minha paixão imensurável...
A uma estrela, no instante, eu te comparo:
Estás sempre distante, inalcançável...

Mas, mesmo assim, a acompanhar teus passos,
Todos os dias, sempre ali, confiante,
 Eu fico a imaginar-me nos teus braços...

E mesmo em face de um amor incerto,
 Consola-me esse curto e terno instante,
 Em que contigo, da janela, eu flerto!