13/04/2016





"Amor... Desamor..."







Amor, por que me causas tantos dissabores,
 Se em toda a vida, nos meus versos, te enalteço?...
 Oh, enclausurar-me em teus domínios, quando fores,
 Peço: Devias ter por mim maior apreço...
 

Não reconheces meus alardes de euforia,
 Quando em teus laços eu me enredo, fatalmente?...
 Não vês minha alma, nas voragens da alegria,
 Render-lhe preitos de louvor, tão eloquente?...


 Meu peito exulta, em toda vez que te anuncias,
 Me abres as portas e me enlaças fortemente,
 Me prometendo tão somente amor e paz...


Mas me torturas sempre ao fim; não o devias...
 De que me vale um sentimento que só mente,
 Que desamor, em vez de amor, é o que me traz?!...




03/04/2016



"TROVAS”



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Se espelho falasse, eu creio,
Diria coisas assim:
“ - Você que nasceu tão feio,
Não vá por a culpa em mim!”
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Se espelho pagasse imposto
Por cada feio espelhado,
Rapidinho, a contragosto,
Ficaria endividado.
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No espelho, me olho com calma,
E já explico pra vocês:
É que ainda guardo o trauma
De ter me olhado uma vez.
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27/03/2016





“Eu sou assim"




Eu sou assim... capaz de amar sem me dar conta
Dos mil percalços, das impossibilidades,
Dos preconceitos vãos, das tantas inverdades,
De um falso amor que só promete e desaponta...

Talvez eu já devesse há tempos ter notado
Os grandes males que a ilusão me proporciona...
Que, intempestivos, fatalmente vem à tona,
Todas as vezes em que fico apaixonado.

Eu sou assim... De tanto, tanto, amar a alguém,
Por tanto persistir nesse erro, como eu fiz,
A vida foi passando, e nela eu fui também...

Pena de mim, Deus há de ter, quando eu me for,
Por ter amado qual insano a quem não quis,
Nunca na vida, um só momento, o meu amor!