22/11/2016






“Relógio de parede IX





Qual um fantasma, me espreitando noite e dia,

O meu relógio de parede se parece...

Do meu estado tem mostrado que conhece:

Que é lastimável, que meu fim já se anuncia...



Chego a tremer quando ouço o badalar roufenho,

Dessa parafernália barulhenta e antiga...

Contando o tempo, (O pouco tempo que ainda tenho!...),

É bem provável que meus passos ela siga...



Que tenha enlouquecido, muitas vezes creio:

Imaginando ver dois olhos me seguindo,

Naquele mostrador tão desbotado e feio...



Fantasmas não existem... Que bobagem!... Ora!...

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Bem sei que todos vão dizer que estou mentindo,

Mas vou lhes revelar: Estão me olhando agora!!!...