“Relógio de parede IX”
Qual um fantasma, me espreitando noite e dia,
O meu relógio de parede se parece...
Do meu estado tem mostrado que conhece:
Que é lastimável, que meu fim já se anuncia...
Chego a tremer quando ouço o badalar roufenho,
Dessa parafernália barulhenta e antiga...
Contando o tempo, (O pouco tempo que ainda
tenho!...),
É bem provável que meus passos ela siga...
Que tenha enlouquecido, muitas vezes creio:
Imaginando ver dois olhos me seguindo,
Naquele mostrador tão desbotado e feio...
Fantasmas não existem... Que bobagem!... Ora!...
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Bem sei que todos vão dizer que estou mentindo,
Mas vou lhes revelar: Estão me olhando
agora!!!...