“O bazar dos sentimentos”
Um certo dia houve um bazar em plena praça!...
Nele, à venda, provocando estarrecimentos,
Acondicionados, cada qual, numa taça,
Havia, meus leitores, pasmem: sentimentos!...
Mas não se davam garantias... nem pensar!
Eram volúveis, todos eles, se sabia!...
A quem comprava, aconselhavam bem usar:
“-A taça cheia pode amanhecer vazia!”
Havia amor, felicidade... os dois mais caros!...
A demanda era enorme; todos desejavam
Os dois mais belos, e também os dois mais raros.
Vendia-se ódio, inveja, em grande quantidade;
Pelos ciúmes, enormes filas se formavam!...
Um somente não se vendia: era a saudade!...
Um certo dia houve um bazar em plena praça!...
Nele, à venda, provocando estarrecimentos,
Acondicionados, cada qual, numa taça,
Havia, meus leitores, pasmem: sentimentos!...
Mas não se davam garantias... nem pensar!
Eram volúveis, todos eles, se sabia!...
A quem comprava, aconselhavam bem usar:
“-A taça cheia pode amanhecer vazia!”
Havia amor, felicidade... os dois mais caros!...
A demanda era enorme; todos desejavam
Os dois mais belos, e também os dois mais raros.
Vendia-se ódio, inveja, em grande quantidade;
Pelos ciúmes, enormes filas se formavam!...
Um somente não se vendia: era a saudade!...