13/11/2015


“O coração e os olhos”

(O que os olhos não veem....)



Ao coração jamais importa a idade;
É indiferente, jovem ou senhora...
Se há um rosto lindo à frente, que lhe agrade,
Basta um segundo, e o “tonto” se enamora...

Da sede da razão, pulsa distante,
E faz o que lhe apraz, impunemente...
Quando o culpam, se ofende, e então garante,
Que os olhos é que causam o incidente.

" - Eu nunca posso ver, ele reclama,
Os acontecimentos lá de fora;
Eu vivo oculto, impulsionando a vida...

Os olhos... Sim, a eles cabe a fama!...
Meu ato é simplesmente o que incorpora
 Toda a emoção por eles transmitida!..."

02/11/2015

“Ossos do ofício” 


(A um amor platônico)

Estes versos são lágrimas caídas,
Dos olhos de um poeta enamorado;
Por mão ágil em frases convertidas,
Sob o escrutínio de um senso apurado.

Copiosas, se derramam no papel,
Exteriorando seu triste suplício...
A pena se comporta qual cinzel
Que esculpe sua dor: São ossos do ofício!...

Ter que contar pra si mesmo o seu drama
Não se insere nos planos de quem ama,
Só a felicidade é o que se almeja...

É que o poeta é um ser tão diferente,
Que embora sinta o mesmo que outro sente,
Quando tem que chorar, finge... e verseja!...

31/10/2015

“À toda prova”



Uns me condenam por minha paixão;
Outros a enxergam com muito respeito...
Enfrento a intolerância e a incompreensão,
Como se amar demais fosse um defeito.

Aceito quando dizem que é fraqueza,
Discordo quando dizem que é profana;
Agrada-me se exaltam-lhe a beleza,
Assusta-me se afirmam que me engana.

Ao crivo dos olhares fico exposto,
Por todos sou julgado, a contragosto,
Mas nada faz mudar meus ideais...

E continuo amando, à toda prova:
 Em cada insulto o amor mais se renova;
Cada lisonja o aumenta ainda mais!...