27/12/2015







“Ledo engano”



Riram de mim quando falei de amor...
Amor, disseram, não existe mais...
Hoje é passado, é coisa sem valor,
É uma mentira dita por seus pais!...

No tempo deles talvez tenha sido
Esplendoroso, extremamente puro;
Mas hoje em dia, já não faz sentido,
É um termo ignóbil, desusado e obscuro.

Tente amoldar-se a um tempo mais moderno,
Deixe de lado o raciocínio antigo,
De que o amor é um sentimento eterno...

Ele não passa de um “frisson” que “passa”;
De um ledo engano: “- É só prazer, amigo,
Tudo que sente quem te beija e abraça!...”


25/12/2015







“O Velho Amor”



Como impedir um coração de amar,
De, por alguém, pulsar mais forte, um dia?...
Como impedir que brote essa euforia
No peito, quando o amor se faz notar?...

Como dizer um não pra tanto encanto,
Se ele nos deixa mudos, quando vem...
Desmesurado, sem saber, no entanto,
Se o coração, que o caiba, espaço tem?...

Como explicar que a culpa não nos cabe,
Que involuntariamente é acesa a chama;
Se é errado ou certo, ele também não sabe!...

É o velho amor... Eterno e atemporal...
Nos surpreendendo sempre... Até quem ama
Sem ter jamais em troca um outro igual!...