26/02/2016






“Excesso”



Irresistível, nos meus sonhos tu passeias;
Encantadora, pelas ruas eu te vejo...
Não me sorris jamais, tampouco te chateias,
Se te ver passar, todos os dias desejo...

Que culpa eu tenho se Deus foi quem te fez bela,
Deus foi quem deu-te esse poder de me encantar...
À própria rua, quando estás passando nela,
Encantas tanto... (Quem podia imaginar?!...)

É bem provável que num gesto de altivez,
Meu olhar obcecado, esse flagrante excesso,
Tu não aprovas, mas finges que não vês

 Os meus olhos inquietos procurando os teus!...
Se é atrevimento, mil desculpas eu te peço,
Se for pecado, irei pedir perdão a Deus!...

24/02/2016







“Desígnio Divino”

                                          “O salário do pecado é a morte” (Rom 6:23)

Não tenho pressa de chegar, sou cauteloso;
No final, bem no final da linha há uma fera...
Medonha, traiçoeira, um vulto pavoroso
Que, impaciente, de alfanje em punho me espera...

De tal desfecho, eu sempre soube, em meu destino,
Já, desde os tempos mais remotos dessa lida...
Ah, céus!... Que triste sina, ser desde menino,
Arremetido à força a um beco sem saída...

Ao fatalismo apenas, tudo se consente:
Seguir qual um penado, a contragosto, em frente,
No rumo certo do patíbulo final?...
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Mas afinal quem somos nós?... Falta-nos tino
Bastante pra acatar o desígnio divino:
A consequência do Pecado Original!...